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Rainha de Inglaterra envolvida em escândalo financeiro

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Quando um cidadão comum é apanhado a fugir aos seus impostos, é certo, sabido e "sagrado" que terá que enfrentar a justiça dos tribunais. Caso seja proprietário de bens, pode mesmo ver esses bens arrestados ou ter a sua privacidade invadida pelos "bailiff" (Cobrador de cobranças difíceis no Reino Unido) até que a dívida esteja consumada.
"Vamos a tua casa e vamos recolher tudo o que tenhas para em leilão pagares a tua dívida" - assim rezam as cartas enviadas pelas empresas de cobranças difíceis no Reino Unido havendo mesmo situações de possível arrombamento principalmente quando a dívida é com o Departamento de Finanças, municípios ou multas de trânsito.
No entanto, os nomes que aparecem nos Panamá Pappers ou mais recentemente nos Paradise Pappers, esses, tornam-se intocáveis como se os trabalhadores, construtores da riqueza que outros acumulam, fossem seres inferiores enquanto usurpadores milionários permanecem na margem da Lei.
Nos Paradise Pappers que libertaram mais de 13 milhões de documentos, foi possível encontrar a fuga aos impostos de mais de 120 milhões de euros apenas na União Europeia. Portugal, aparece com 70 nomes maioritáriamente ligados aos casos dos bancos Espírito Santo e BPN sem que até agora esses nomes tenham sido dados á estampa.
A Rainha de Inglaterra, surge no caso com 11 milhões de de euros nas Ilhas Caimão, um dos paraísos fiscais mundialmente conhecido. No entanto, Theresa May, fugindo a comentar esta descoberta, aparece no seu discurso a reclamar que todas as pessoas devem pagar os seus impostos embora seja pouco provavel que algum "bailiff" possa aparecer no Palácio de Buckingham para penhorar o suficiente para pagar a alegada real dívida de Isabel de Inglaterra que alegadamente terá escondido dinheiro fora do País que a mesma reina.
O Palácio Real, por seu turno, corre a anunciar que todos os impostos estão pagos mas não exibe uma única prova do que afirma ao mesmo tempo que uma porta-voz surge na imprensa a revoltar-se contra quem efectuou as operações em nome da Família Real de Inglaterra e quem denunciou o caso.
No mesmo vértice dos Paradise Pappers, aparece o Presidente dos Estados Unidos com fortes implicações á Russia, conhecida pelas suas oligarquias, a cantora Madona com investimentos feitos na área dos laboratórios médicos e até o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton.
Várias empresas que têm sido acusadas de beneficiarem de regimes fiscais bonificados como a Apple, aparecem também neste processo no mesmo momento em que na Arábia Saudita são detidos 11 princípes e vários empresários por corrupção; isto num país que sabemos ter todos os condimentos de uma monarquia ditatorial.
Enquanto isso, quem se atreve a denunciar estas situações equiparadas ao crime fiscal que não é toleravel ao cidadão comum, acaba por ficar detido ou foragido como é o caso de Julian Assange que para salvar a sua própria vida permanece em Londres na Embaixada do Equador.
Estranha cegueira a da Justiça que funciona para o pequeno crime e ignora os grandes crimes cometidos por quem teria a obrigação de ser um exemplo de cidadania.
Se não é para esconder o dinheiro, se não é para fugir a impostos, porque razão o dinheiro vai para o paraíso e porque razão se chama paraíso a estes locais onde o dinheiro aparece depositado?
Por: Manuel Gomes

Data: 7 Novembro 2017
 

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