"Com dor e tristeza, o gabinete do Presidente informa o povo da Guiné-Bissau e a comunidade internacional que morreu Sua Excelência o Presidente, Malam Bacai Sanhá, esta manhã, no hospital de Val-de-Grace onde estava a ser tratado". Foi desta forma que a Guiné anunciou a morte do seu Presidente da República. O Presidente guineense tinha 64 anos e estava internado no hospital militar de Val-de-Grâce, em Paris. A sua morte foi confirmada nesta segunda-feira, ao início da tarde, através de um comunicado da Presidência guineense. A notícia tinha sido avançada pouco antes pela AFP, que citou fontes governamentais francesas, e pelo blogue Ditadura do Consenso, do jornalista guineense
António Aly Silva.
O chefe de Estado guineense tinha voltado a ser hospitalizado pouco antes do Natal e esteve em coma durante muito tempo. Não foi divulgada a doença de que padecia, mas há indicações de que sofria de diabetes e de problemas cardíacos
O desaparecimento de Sanhá levanta preocupações de natureza política devido à frágil estabilidade do país. Eleito em 2009 para um mandato de cinco anos, Malam Bacai Sanhá, quarto Presidente da República, teve um mandato condicionado por problemas de saúde e frequentes internamentos, quer em Dacar, quer em Paris.
“A acontecer o pior, aproximam-se tempos muito difíceis”, tinha dito à rádio France Internacional Fernando Vaz, porta-voz do colectivo da oposição, pouco depois de o Presidente ter sido internado no final de Novembro no Hospital Val-de-Grâce, em Paris.
Já com Sanhá ausente, a 26 de Dezembro, ocorreu em Bissau uma acção militar contra a sede do Estado Maior e duas outras unidades, que culminou com a detenção do chefe da Armada, Bubo Na Tchuto. Um membro das forças de segurança foi morto e outros três ficaram feridos. O Governo qualificou o sucedido de “ tentativa de golpe de Estado”.
Também em Dezembro, a embaixada dos Estados Unidos em Dacar, no Senegal, chegou a alertar os cidadãos norte-americanos na Guiné-Bissau para "um potencial aumento da instabilidade política" devido às notícias sobre o estado de saúde de Sanhá. Redes internacionais de narcotráfico têm aproveitado a fragilidade do Governo da Guiné-Bissau e a corrupção para transformar o país numa plataforma de tráfico de cocaína da América Latina para a Europa, sublinhou a Reuters.
A presidência interina deve, segundo a Constituição, ser assumida por Raimundo Pereira, presidente da Assembleia Nacional. As eleições presidenciais devem realizar-se no prazo de 90 dias.
"A Guiné merece um futuro longe do tráfico de droga e da corrupção que tem alastrado o seu território em prejuízo das suas gentes" - diz um guineense radicado em Londres que chora a revolta por não conseguir dar à Guiné aquilo que a nação merece.
Recorde-se que a Guiné tem sido alvo de um ambiente conturbado nas ultimas semanas com ameaças diversas de golpes de Estado que impedem o País de evoluir no seu caminho de paz. Angola, tem sido dos países da CPLP que mais esforços tem feito no sentido de apoiar e ajudar a Guiné em diversos domínios esperando-se que a CPLP possa ter uma interferência definitiva nos destinos de um povo que merece a paz.
O PaLOP News endereça condolências a toda a comunidade guineeense no Reino Unido e na Guiné e convida os seus leitores a estarem actualizados através do mural de Cristina Conduto no Facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=100000473150122) e a escutarem o programa de rádio de Idriça Djaló todas as 4ªs feiras em Sol Manci em
http://www.gfmradio.com/ a partir das 8pm(20H00).
Em Substituição do falecido Presidente, fica Raimundo Pereira como Presidente interino.
| < Anterior | Seguinte > |
|---|






