Emigração é a mais elevada dos últimos 30 anos
Um investigador português baseou-se no número de inscrições na segurança social no Reino Unido para afirmar que a emigração portuguesa para as ilhas britânicas está no nível mais elevado dos últimos 30 anos.
Mas José Almeida afirma entretanto que a emigração portuguesa tem-se mantido estável e sem a “explosão” que se observa entre o número de espanhóis. Baseando-se no número de inscrições na segurança social, essencial para todos os candidatos a um emprego no Reino Unido, o investigador estima que desde 2007 tenham chegado anualmente cerca de 12 mil portugueses.
À Agência Lusa o cientista da Universidade de Manchester, afirmou que
estes números “são altos mas estáveis”, muito diferentes da “explosão” da imigração portuguesa no início da década de 2000. Enquanto que nos anos de 1990 o número de registos oscilava entre 2500 e os 4000, anuais, a partir de 2002-2003 ultrapassou os 10 mil registos por ano.
Estes são “dados bastante fidedignos que permitem avaliar fluxo migratório” e não tanto o número total de portugueses a viver em território britânico, cujo valor considera ser difícil de apurar, defendeu. E a conclusão que tira é que “não houve uma explosão como no início dos anos 2000 e como houve com a imigração espanhola, que de 2008 a 2010 quase que duplicou o número de registos na segurança social”.
Em declarações recentemente à Agência Lusa, o diretor do Centro Português de Apoio à Comunidade Lusófona em Londres, Luís Ventura, manifestou
preocupação com a chegada nos últimos meses de pessoas “de uma maneira precipitada”. “Quase que parece os tempos da saída a salto para França com a mala de cartão”, comparou, a propósito da vaga de imigração dos anos 1960, referindo “pessoas que se vê que se metem no avião desesperadas e a pensar que aqui facilmente arranjam um emprego”.
José Almeida, por seu lado, comenta que “todos os dias chegam pessoas, mas todos os dias muitas pessoas vão-se embora”, depois de terem enfrentado as dificuldades de encontrar trabalho.
Mas das investigações feitas no terreno, tem constatado que a imigração portuguesa para o Reino Unido tem um cariz laboral e é composta sobretudo por jovens ou pessoas de meia-idade que ficaram desempregados.
A vaga dos últimos anos caracteriza-se também por ser constituída por mão-de-obra não qualificada, na maioria de Portugal continental, e disponível para se instalar em qualquer região das ilhas britânicas. Embora as estatísticas oficiais britânicas apenas contem cerca de 100 mil portugueses a viver no Reino Unido, as autoridades portuguesas estimam que ultrapassem os 350 mil.
No PaLOP News, acreditamos que ambos os números estão errados e que em breve possa mesmo haver 700 mil portugueses em todo o Reino Unido e Ilhas do Canal.
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