Palop News, Noticias em Portugues no Reino Unido

  • Aumentar fonte
  • Tamanho normal
  • Diminuir fonte
Home Cronistas Manuel Gomes Se fosse Lisboa

Se fosse Lisboa

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
Se fosse o Governo da República a nomear o Governador da Madeira, certamente já não seria o Senhor esse Governador. A prova disto, é que o Governo da República, tolera que sejam os madeirenses a escolhe-lo a si. Essa, é a razão pela qual não é Lisboa a escolher o Presidente do Governo Regional.
Entendo a sua azia com Lisboa, sou do Porto. Também conheço o discurso dos investimentos que nunca vão para o Porto porque é "sempre Lisboa a comer tudo". Assim aconteceu a Expo.
Talvez uma Expo no Funchal fosse bom para a Madeira. Ou para o Porto. Mas não. Lisboa decidiu..., Lisboa.
No entanto, quando olho para Lisboa, vejo pessoas do Porto, do Funchal, de Aveiro, da Covilhã, da Guarda e até já vi de Torre Dona Chama. De Lisboa, até vejo poucos.
Não me incomoda nada a sua atitude com Lisboa. Em algumas coisas até simpatizo. Afinal, também eu não sou "lisboeta" mas reconheço que ter na entrada da capital o "lodo" que lá estava antes da Expo é um péssimo cartão de visita. 
Ao eternizar a sua permanência na Administração, o Senhor criou para si um "sapato" que agora não consegue descalçar. Não tem como dizer que a culpa foi do anterior. O seu anterior está no espelho.
Farmácias é saúde pública que associado a falta de salários exige previsão. Estas duas matérias associadas, nunca andam longe de uma previsão de alguns meses, para não dizer anos. Afinal, é para isso que o Senhor dispõe da capacidade de contratar os gabinetes de economia, sem ter que responder a perguntas de forma absolutamente transparente. Está escrito e mesmo algumas juntas de freguesia também o farão.
Se, alguns meses atrás, os gabinetes do Governo Regional, não soubessem o que está a acontecer agora em termos de economia e finanças, isso significaria que os gabinetes que o Senhor contrata..., podem estar a falhar. Os seus conselheiros, podem não estar a "render".
Pra quem lê a "Madeira" nos jornais, verifica que o déficit acusa as rodovias, ou seja, obras. Eu recordo-me da sua atitude. "Sempre inaugurei em fase de eleições e vou continuar a fazê-lo". E fê-lo.
Hoje, neste mesmo texto, cabe o dinheiro que você precisa e para quê. Sabemos que é para saude pública e salários. Mas na verdade, a Madeira só está nesse estado porque se endividou nas rodovias. Não é mesmo Lisboa que nomeia o Governador da Madeira.
Imagino que a Madeira se tenha tornado uma série de "coutadas". Recordo-me de um Presidente de Câmara no Porto que deixou assim o mapa político da cidade quando abandonou o cargo.
De facto, estou curioso para saber o que vai fazer. Fazer estalar uma crise política em fim de carreira, não é certamente a chave com que sonhou para fechar. Terá algum dia sonhado com uma?
No Porto, como em todo o país, continuamos a ter cargos que são nomeados por Lisboa. Isto incomoda alguém?
Quem destaca militares? Lisboa, pois claro. Isso incomoda-me?
Governadores Civis? Lisboa, pois claro.
E Lisboa outra vez nos juízes.
E Lisboa outra vez com os deputados madeirenses no Continente.
Entendo o discurso da insularidade e creio que isso possa merecer atenções especiais no orçamento da Madeira, confesso porém dificuldade em entender como as rodovias possam endividar os salários e a saúde pública (farmácias).
Ministérios Nacionais e bancos estão unidos contra as suas pretensões de financiamento.
Cavaco Silva e Passos Coelho dormem de costas voltadas para a figura política que partidáriamente alimentaram mas mantêm a distância nas negociações. Desta vez, Lisboa parece estar mesmo contra si mas nenhum deles é lisboeta. Um deles é algarvio e nenhum deles contra a Madeira ou os madeirenses.
Desta vez, caro Senhor, não é Lisboa. É o PSD.
MG
 

Comentar


Código de segurança
Actualizar


Tradutor

Portuguese English French German Italian Spanish