Caras amigas/os,
A responsabilidade pelo bem-estar social, emocional, espiritual, físico e financeiro de uma pessoa, repousa em primeiro lugar sobre ela mesma, em segundo lugar sobre sua família.
Na edição anterior iniciei o tema sobre Preparacao Pessoal e Familiar em emergências, sejam elas provocadas pela natureza ou não, com a necessidade de ter um Kit de primeiros socorros e a diferença que eles podem
fazer, quando os temos à mão e os sabemos utilizar.
Nesta edição, vou abordar o tema da Preparação pessoal e familiar na área financeira em casos de emergência, tais como desemprego, acidente, doença prolongada e até mesmo a morte.
E nada melhor para começar do que fazer umas perguntinhas básicas, que podem “testar” de uma forma simples a nossa “preparação” neste exato momento:
1 - Estamos preparados e protegidos em caso de morte, doença ou enfermidade longa e debilitante do provedor do nosso lar?
2 - Quanto tempo podemos viver se houver uma interrupção na renda?
3 - Quais são as nossas reservas?
4 - Por quanto tempo poderemos continuar a pagar as prestações relativas ao imóvel, ao carro, aos aparelhos e a outras despesas?
5 – Que tipo de alimentos a nossa despensa tem neste momento? Quanto tempo durariam, na impossibilidade de fazer compras?
Se algumas destas perguntas vos provocaram preocupação, então está na hora de revisar toda a vossa estrutura financeira e começar a fazer metas sobre como alcançar as soluções necessarias, aqui deixo alguns exemplos que talvez ajudem:
1 – SEGUROS – É extremamente importante ter seguros, podem ser de vida, acidentes pessoais, seguro salário, de casa...a lista é grande e cabe a cada família, saber o que é mais adequado ás suas necessidades, mas não esqueçam que há os que são imprescindíveis e os que não são.
2 e 3 - Para além dos seguros que possam ter, há uma necessidade imediata de ter uma reserva de dinheiro até que os seguros possam ficar disponíveis, mais uma vez cabe a família decidir – e vai depender do numero de membros na familia – quanto dinheiro será necessário ter, por exemplo para 1 ou 2 meses, para cobrir todas as despesas básicas da família (incluindo alimentação, renda de casa, transporte, remédios, etc.).
É extremamente importante aprender a viver sem dívidas, não me refiro áquelas que se geram pela compra da casa própria, ou até de um carro para trabalhar, mas sim daquelas que surgem por impulso, por vaidade ou até para manter um status, os cartões de crédito quando usados sem control, acabam por levar os seus proprietários a um beco muitas vezes sem saída e o crediario que as lojas oferecem também são muito tentadores. Com o mundo constantemente em evolução, o que era novo ontem, amanhã já está fora de moda, e isso gera uma ansiedade, muito bem conduzida pela propaganda e pela mídia, que se não adquirirmos o novo produto oferecido, somos inferiores ao colega ou vizinho.
4 - A primeira reação é: simplesmente não poderíamos fazê-lo.
Outros pensarão que mal conseguem sobreviver usando cada centavo da renda mensal. Se vocês mal conseguem pagar as contas quando sua renda está aumentando, quando estão bem empregados, saudáveis, produtivos, jovens, então como poderão fazer frente a emergências caso percam o emprego, fiquem doentes ou surjam outros imprevistos?
A ideia é que nos possamos programar e trabalhar de modo a sermos mais felizes no futuro, ainda que precisemos de nos privar de certos confortos agora. É fundamental que nao saiamos fora do nosso orçamento e não o ultrapassemos.
5 - Aqui entra outra parte do planejamento. Tem pessoas que só têm aquilo que consomem na semana, tem outras que gostam de ter uma despensa mais recheada.
Gosto particularmente deste assunto, porque sou a favor de ter armazenamento a longo prazo. Independente das condições financeiras de cada um, há um mínimo de provisões que se pode ter em casa, que nos dá uma certa tranquilidade em que pode prover o sustento a família em tempos difíceis, como por exemplo:
Água, leite, cereais, atum, mel, biscoitos, salsichas, farinha, arroz, massa, enlatados (frutas, legumes, refeições diversas, sopas), chocolates, detergentes etc...
Cada família precisaria decidir do que gostaria de comer durante alguns dias, se ouvesse uma emergência e nao pudessem comprar nada.
Este armazenamento é diferente daquele que temos diáriamente à nossa disposição nas nossas casas, podemos considerá-lo um KIT DE EMERGÊNCIA ALIMENTAR, seria bom ter um armário só para esses artigos, para que não se misturassem com os de uso diário (MUITA ATENCAO AOS PRAZOS DE VALIDADE) e rodar as datas para ter sempre produtos com grande prazo de validade.
Pode-se planejar o armazenamento para 1 semana, 1 mes, 1 ano ou mais. Tudo vai depender da vossa vontade e também de acreditarem o quão importante é seguir este princípio de segurança e bem estar familiar, para poderem encarar com mais serenidade qualquer emergência que se deparar.
Um outro aspecto que faz parte do armazenamento, é aprender a gostar de cultivar todos os alimentos que puderem em seu próprio terreno. Sou uma grande admiradora dos programas gratuitos, que existem aqui em Inglaterra a incentivarem o plantio de verduras em seu próprio quintal. Esse programa já está bem implantado nas escolas, onde algumas crianças ja comem nas cantinas o que plantaram. Que maravilhosa lição de auto-sufuciência. Até mesmo os que moram em apartamentos ou condomínios podem na maioria das vezes plantar em vasos e outros recipientes.
Na próxima edição, abordarei o assunto da preparação pessoal e familiar em catastrofes.
Até lá, um grande abraço a todas,
Maria Leonor
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