O primeiro-ministro britânico, David Cameron, considerou hoje que o filme “Dama de Ferro”, que mostra Margaret Thatcher a cair na demência, só devia ter sido feito depois da morte da antiga primeira-ministra.
O filme sobre a vida de Thatcher mostra a antiga líder britânica como uma senhora idosa e frágil, por vezes confusa, olhando para a carreira política, tendo ao lado o espírito do seu marido, Denis, já falecido.
Cameron, em declarações à rádio BBC, as primeiras palavras sobre o filme, que estreou no Reino Unido, admitiu ter ficado impressionado com a interpretação de Meryl Streep no papel da primeira mulher a liderar um governo no Reino Unido e que,
tal como ele, era líder do Partido Conservador.
“É um fantástico desempenho de Meryl Streep, mas não posso deixar de pensar porque é que temos este filme, agora”, afirmou Cameron.
O líder britânico considerou que o tema do filme é, sobretudo, sobre o envelhecimento do ser humano, mais do que sobre a carreira de Thatcher.
“O filme é sobre o envelhecimento e sobre os elementos da demência, mais do que sobre uma primeira-ministra fantástica e a minha opinião foi que se trata de uma grande atuação, verdadeiramente estonteante, mas é um filme que eu gostaria que tivesse sido feito mais tarde”, disse David Cameron.
Os críticos de cinema em Inglaterra louvaram a atuação de Meryl Streep como Margaret Thatcher, mas lamentaram que o filme não se debruce em profundidade sobre o contexto político da altura e esteja demasiado focado na personalidade da “Dama de Ferro”.
Outros críticos são da opinião que o argumento dilui o poder político de Thatcher e tenta-a retratar como um ícone do feminismo, sendo que ela só raramente incluiu mulheres no seu gabinete.






