Perguntamos a Luis Miguel Rocha se tinha caneta e papel para escrever uma frase que seria o PaLOP News a ditar. O autor que escreveu meio milhão de livros em 6 anos, responde afirmativamente.
- Digo-te hoje estarás comigo no Paraíso. - em que lugar quer escrever a vírgula? - perguntamos.
- Digo-te, hoje...
A opção do escritor que está a varrer o Mundo e ocupa os principais top's internacionais, deixa-nos saber apenas que na opinião pessoal de Luis Miguel Rocha o Paraíso seria nesse mesmo dia. Se a vírgula muda de lugar, seria uma data não anunciada. Estavam abertas as hostilidades para uma entrevista que apresenta um escritor consciente e sobretudo coincidente.
Faz equipa com duas jornalistas no Vaticano e vende ao Mundo inteiro uma ficção totalmente inspirada na realidade do Mundo Católico, bastião do Mundo Cristão. Espera terminar o curso de História em breve e para se divertir, enriquece a escrever livros.
Com uma educação familiar Católica Romana, Luis Miguel Rocha é um escritor que não pede para ver para crer. Mas pede para entender.
Com um sotaque denunciadamente "tripeiro", Luis Miguel Rocha escreve os seus livros no telemovel enquanto passeia nas margens do Rio Douro na cidade do Porto em Portugal.
Começou a publicar em 2005 e entende a necessidade de se ficar maduro para escrever a sério mas até lá vendeu meio milhão de livros que estão a deixar Hollywood curiosa.
"Deus é uma invenção humana.../... sou demasiado séptico e demasiado racional para acreditar em histórias da carochinha" dispara o escritor para referir que um "povo crente é um povo ignorante".
Luis Miguel Rocha defende que ninguém está a controlar os destinos do Mundo como se o Mundo inteiro fosse uma viagem à vela.
"Um povo ignorante é muito religioso" é a expressão exacta que o autor utiliza para levantar questões que são de todos mas que são ousadas. "Entregamos o que não sabemos ao divino quando o que deveríamos fazer é concluir apenas que ainda não temos respostas" - diz o nosso entrevistado. Contudo, o autor acredita na possibilidade de ter existido um Cristo que corresponde ao mesmo e que faz parte da sua investigação como facto histórico. O projecto de Luis Miguel Rocha não admite dogmas mas acredita num "descendente da Casa de David e por isso ascendente ao Trono de Israel. Quando o Rei Herodes manda matar todos os recém nascidos até aos 2 anos não era lunático nem maluco. Estava apenas a tentar eliminar a concorrência". O autor aponta para um percurso de investigações que podem levar a história e a teologia a terem que confrontar os seus espaços.
Luis Miguel Rocha aponta confrontos políticos como razão para a o início do Cristianismo justificando essa a razão de o Vaticano ter sede em Roma, potência ocupante da época para celebrar a história que aconteceu no Oriente. "Existem histórias muito mal contadas" diz.
Quanto ao segredo de Fátima, Luis Miguel Rocha apenas afirma: "Assim também eu" referindo-se ao facto de o segredo só ter sido revelado depois do acontecimento já em plena ll Grande Guerra. Em Londres, ainda é possivel encontrar edifícios que ostentam uma placa que refere o imóvel como sobrevivente desta ultima Grande Guerra.
"O Estado Igreja é neste momento o estado mais poderoso do Mundo e a concordata é uma espécie de Constituição Canónica entre um Estado Laico e o Vaticano" - afirma o escritor. Pelas palavras do autor, tudo não passa de um quadro com corredores para contratos e ambiente de trabalho e negócio. Para o autor "o benefício da concordata é unilateral, terá que durar até que o Vaticano o entenda e os estados só perdem com isso."
Testamos o autor nas questões da fé e quisemos saber o que pensa do exorcismo e a descrição deixa cair mais uma axa da "crença e na ignorância. Apenas isso."
Sobre a dupla de jornalistas que o apoia na investigação no Vaticano, o escritor diz-se tranqulio. Se as jornalistas publicassem a informação que possuem em Roma "estariam despedidas" numa atitude de adopção de espírito de missão no conto das histórias.
Sobre o trabalho do autor, o jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos, disse que "em ficção é por vezes possível dizer mais do quem em jornalismo". Abençoadas palavras.
Quanto ás diversas religiões cristãs, o autor defende que a diferença está nas traduções bíblicas e refere ainda que as outras religiões cristãs não católicas têm fiéis mais conhecedores da Bíblia. "Ser um católico não praticante é coisa que não existe". Se pratica é se não pratica não é, é o conceito com que Luis Miguel Rocha assina os seus trabalhos. Para o escritor, "os membros das religiões cristãs não católicas conhecem melhor as suas religiões".
Nas relações entre o Mundo Cristão e Não Cristão, o autor aponta para o projecto de João Paulo ll que Bento XVl tem em fase estacionária e que pretendia aproximar as cúpulas religosas de todo o Mundo o que "poderia ter sido útil. Nós hoje temos uma sorte com que os nossos filhos terão que saber lidar. Dentro de 50 anos, Espanha, França e Holanda terão a sua população com maioria muçulmana" - afirma o autor referindo as estatísticas.
"Os muçulmanos levaram 700 anos para conquistar Constantinópola. Paciência é o que têm mais" referiu o autor numa alusão de que a invasão se fará pela via demográfica.
O discurso do autor é comum a muitas outras correntes de opinião não xenófobas mas que pedem equilibrio nas leis da imigração. Diversa imprensa de resto, tem relatado a falência dos sistemas de segurança social devido a fenómenos migratórios.
"Apenas constato que daqui a 50 anos, três dos grandes países da Europa terão maioria de população muçulmana" - remata o autor ao PaLOP News.
Já a Opus Dei, não passa de "um banco com muito poder e que financia a Igreja Católica. "Não é por acaso que existe uma estátua a Josemaria Escriván dentro do Vaticano que foi beatificado e canonizado por João Paulo ll." Num discurso intenso de investigação e criatividade, Luis Miguel Rocha refere uma reunião recente da Opus Dei em "Nova Iorque em que apenas trinta elementos reuniram fundos no valor de 30 milhões de dólares. Não importa quantos mas quem e a Opus Dei elegeu este Papa e está espalhada por todo o Mundo". Para o escritor, não vai ser sempre assim.
Com as alterações demográficas fruto das migrações, "não há dúvida nenhuma que a Opus Dei vai perder" potência. "Isso vai acontecer".
"Além dos serviços de inteligência, mais ninguém está alarmado com o assunto" afirma ao nosso reporter fazendo um apelo para que os dirigentes atentem nos detalhes políticos. "Havendo uma maioria de população muçulmana nos três países que referi, a tendência será a alastrar e as instituições (como a Opus Dei) tornam-se marginais."
Surpreendente, é que o autor afirma que cada pessoa acredita no seu Deus à sua maneira. Em todo o caso, o próprio não acredita. Ponto.
Para o autor que insiste em se distanciar de José Saramago e Lobo Antunes, "viver da escrita é agradável apresar de nunca ter férias". A profissão de escritor não passa de uma profissão como outra qualquer com horário de tempo inteiro alargado. "Não sei se são privelégios" diz Luis Miguel Rocha que está a agitar o mundo editorial.
Conhecedor das ferramentas da internet, o autor passeia projecto e atitude. "Sou um autor acessivel". A vender assim não o será por muito tempo.
Entrevista e fotografia exclusiva PaLOP News.
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