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Esta Catalunha que me chama

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A maior injustiça, é aquela que é protagonizadas pelos poderes instituídos que persegue formas de pensar; a que odeia vontades próprias e a independência filosófica de cada ser humano.
Ao prender Carlos Puigmont e alguns dos seus ministros, não foram apenas eles que foram detidos mas todas as pessoas que neles votaram. Eu sentir-me-ia detido, se a pessoa em quem votei fosse detida pelas razões que ofereceram o meu voto e pelas quais votei.
Eu seria inerte se ao votar em alguém que foi detido por aquilo que pensa, deixa-se de escrever, discursar e defender as ideias a quem entreguei o meu voto.
Não matou, não roubou, não tem dinheiro escondido numa qualquer off shore, não fugiu aos seus importos (pelo menos que se saiba) mas está detido por força daquilo em que acredita.
A União Europeia, "sacode a água do capote" dizendo que se trata de um assunto interno da Espanha quando se trata de deter o Presidente eleito da Catalunha, mas não fez o mesmo quando se tratou do referendo e a mesma União Europeia veio a terreiro informar que apenas reconhece o Estado de Espanha em detrimento do resultado da votação na Catalunha.
Por seu lado, Madrid, através do Artº 155, decide na base da força fazer valer os seus argumentos emitindo um mandato de detenção que Bruxelas se apressou a aceitar quando os líderes da Catalunha se entregaram voluntáriamente numa esquadra de polícia.
Reconhecendo o erro político, Bruxelas, sede da União Europeia, decide então deixar todos os líderes em liberdade condicionada. A mesma liberdade que os países da Europa aplicam em casos de criminosos como assaltantes, estrupadores, incendiários, ladrões e toda a espécie de criminosos como os autores de violência doméstica.
Os europeus, incrédulos com o que assistem, passam a entender que há crimes que vale a pena cometer desde que não seja o crime de opinião e de acreditar em ideias prórias.
Quanto a Espanha, percebeu demasiado tarde que o território da Catalunha, responsável por quase 30% da riqueza criada em todo o País, merece uma atenção que Madrid nunca quis dispensar. Mariano Rajoy, entalado entre a sua falta de atenção e revolta pacifica do povo catalão, quer agora pelo uso da força reivindicar uma competência política que não teve ao longo de toda a sua carreira política.
Triste que num momento de constrção de uma União Europeia, se assista a um divisionismo dos povos europeus muito a exemplo do que aconteceu com o Brexit no Reino Unido, tudo sinais para o Parlamento Europeu que continua a escolher para dirigir a União técnicos que não foram escolhidos pelos povos que fazem e são essa mesma União Europeia.
Talvez, talvez, dores de parto para uma nova realidade europeia que se deseja com menos capacidade de intervenção da Alemanha, ou talvez, talvez para mais uma derrota da Alemanha num cenário de guierrilha urbana com o aumento do crime já que ser criminosos ou políticos com ideias própria pode ter o mesmo resultado.
Por: Manuel Gomes

Data 7 Novembro 2017
 

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