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Tortura-me que eu gosto

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Cada vez que passa o Natal e o Ano Novo, eu fico a pensar que acabam as mensagens que não o são e que chegam aos milhares. Feliz Natal. Bom Ano Novo.

E as mensagens que não o são, chegam em forma de árvore de Natal, Pai Natal e até mulheres nuas com um chapéu vermelho e os mamilos castanhos. O telefone apita, o computador geme e lá corro eu a não ver o que se passa e a correr o risco de perder…, uma mensagem. Mas será que estes milhares de pessoas não sabem o que significa a palavra mensagem?

“Siga esta reza ou corrente para ter a sua sorte” – dizem-me os amigos da internet. “Se não o fizeres, o mau destino vai acompanhar-te por várias gerações” – acrescenta. Que ricos amigos estes que além de me desejarem má sorte, se atrevem a mandar mensagens que não o são.

Pior. A generalidade dos mensageiros, nunca enviaram uma mensagem que tivesse sido escrita por eles mesmos. “Se receberes uma mensagem do António, não abras porque é vírus informático” e pimba. A própria mensagem vem infestada.

Depois há os amigos, masculinos pois claro, que me enviam vídeos e fotos de mulheres nuas que gosto de ver mas noutros contextos e mais: as “amigas” que me enviam corpos musculados a fazer lembrar o jovem que já fui e que dispenso por completo. Arre que é demais.

Mais á frente, os amigos e amigas que pedem, exigem, rezam, protestam contra esta praga das mensagens que não o são mas sem êxito. Só bloqueando o contacto e por vezes nem assim. Deixou de ser amigo mas continua a ter acesso a enviar mensagens. É preciso mais que isso para bloquear este tipo de gente e é nesses momento que me apetece ser pedreiro. Sim, porque trabalhar a pedra não é fácil e é então que me arrependo da construção e me apetece ser serralheiro.

E lá vem mais uma mensagem de um intérprete excepcional, uma praga, alguém que ganha uma mentira se a mensagem for partilhada e eu fico a perguntar o que passa na cabeça da pessoa que criou a mensagem? Irra que é demais.

E lá vêm mais mensagens que não o são a noticiar aquilo que está publicado em qualquer imprensa. Mas será que esta gente pensa que eu não sei como procurar a informação que me interessa? E pimba. Lá vêm mais mulheres nuas, ás vezes homens e outras ambos em conjunto a fazer o que bem sei sem precisar de Kamasutras. Irra que é demais.

Atrevo-me a pedir que não, que me enviem apenas mensagens e lá vêm as centenas de “amigos” da internet e mandar imagens de Fátima, dos clubes de futebol, das crianças doentes quando afinal o doente é aquele que me envia a mensagem. Peço, solicito, rogo mas estes meus amigos insistem. Toma lá a mensagem que não o é. Penso em eliminar e bloquear o contacto e descubro que se o fizer fico sozinho. Liberto o meu português do Brasil e penso sem falar “Puta que pariu”.

Mas será que as pessoas não sabem o que é uma mensagem? Será que um dia me vão telefonar a repetir um telefonema que receberam? A ser verdade, espero que seja um namorado a reenviar as mensagens de amor da namorada. Quem sabe eu repasso para os milhares de amigos que tenho na internet e talvez a moçoila arranje um marido!?

Puta que pariu.

Manuel Gomes

PN

Data: 21 Janeiro 2018

Apoio: MA Autos Repairs

 

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