Palop News, Noticias em Portugues no Reino Unido

  • Aumentar fonte
  • Tamanho normal
  • Diminuir fonte

Fodes?

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
O assédio sexual tem assumido nos últimos tempos uma dimensão nunca antes imaginada a esquecer que cada um e todos nós, somos o resultado de um assédio que necessariamente, acabou (sem medo das palavras), numa foda. Já agora, uma foda abençoada que resultou em cada um de nós.

Por detrás de cada pessoa que habita este mundo, dos que já morreram e dos que vão nascer, está um homem de sexo erecto e uma mulher com um sexo disponível a

multiplicar por biliões, mesmo triliões ou quadriliões de fodas que os seres humanos foram «dando» para que cada um de nós exista hoje.

Recentemente, várias artistas de diversas artes com especial destaque para o cinema, vieram a terreiro anunciar o assédio sexual como plataforma para o êxito profissional. Mais recentemente ainda, vieram também homens anunciar o assédio de outros homens para que a progressão na carreira fosse concretizado. Muitos destes casos, no mundo do futebol e da ginástica.

Até que ponto todas estas histórias são, ou não são, a verdade do que aconteceu?

Porque razão a cueca da mulher cava na anca? Porque razão as mulheres usam salto alto? Porque razão existe a maquilhagem? Será isso um assédio no estilo feminino?

São vários os porquês que estão por detrás do cruzar de pernas de Sharon Stone num filme propositadamente chamado “Instinto selvagem”. Será esse tipo de cruzar de pernas, ou não, uma espécie de assédio sexual? O que podemos dizer quando uma mulher passa por um homem e languidamente lambe os lábios enquanto o olha? O que podemos dizer quando uma mulher encosta os seios nos cotovelos de um homem de forma insistente? O que podemos pensar se um homem vier a terreiro dar a queixa de que foi assediado sexualmente?

Já no mercado de trabalho, tornam-se conhecidas (ou nem por isso), as situações em que as mulheres, podem ou não progredir na carreira dependendo da sua disponibilidade para o sexo, ou na sua forma vernácula, para a foda. Podemos presumir que as que progrediram aceitaram? Se aceitaram, de que se queixam? Afinal, há também homens que na presença de chefias femininas, só progridem perante a disponibilidade sexual. Por que razão estas histórias não nascem para a luz do dia?

Para esta última questão, recorro á questão da violência doméstica que nos seus registos tem uma vítima se for mulher e um «paspalho» se for homem. São por demais conhecidas as histórias de violência doméstica que acusa a condenação de um homem quando é autor, e de vergonha pessoal e social quando é vítima. “Apresentei queixa por a minha companheira me arranhar a cara na esquadra da Polícia de Cascais e fui envergonhado pelos próprios agentes” – diz um amigo que me conta a história de como acabou por sair da esquadra sem a queixa formulada.

Que dizer então quando o assédio no emprego é feito por uma mulher a um homossexual?

Porque razão as mulheres não se queixam de assédio sexual feito por outras mulheres? Estarão a fazer crer que esse género de assédio não existe, como se o sexo não fosse uma questão animal?

A questão do assédio tornou-se intimidatória, ou será que só assim se explica a existência do Zézé Camarinha que tudo o que aufere (ou auferiu), teve como resultado o facto de alegadamente se prostituir para as turistas que nos seus países de origem (nomedamente mulheres inglesas) não encontram quem as…, assedie?

Talvez por isso, um conjunto de mulheres famosas francesas tenham vindo a terreiro denunciar o prazer que têm por serem sexualmente assediadas. Catherine Deneuve, aceitou dar a cara pelo argumento de que existe uma vontade de prejudicar os homens. "Esta vontade de mandar os homens para o matadouro, em vez de ajudar as mulheres a serem mais autónomas, ajuda os inimigos da liberdade sexual" – afirma a actriz em nome de outras 99 mulheres artistas em França.

Que dizer ainda dos homens heterossexuais que são objecto de assédio por outros homens, com preferências sexuais diferentes? Ou que dizer dos homens heterossexuais que são objecto de assédio sexual por parte de mulheres? Ou alguém me quer convencer que esse género de histórias nem sequer existe?

De alguma forma ou até mesmo das formas todas, sou obrigado a concordar com a actriz francesa quando afirma “O direito masculino de «importunar» uma mulher é essencial na liberdade sexual, dizem as cem mulheres, que voltam a descrever as campanhas como demasiado «puritanas»”. Afinal, quando um homem é provocado e entende não responder, é acusado de homossexualidade mesmo que seja heterossexual. Como fica a figura do homem neste caso?

Muitas são as histórias de mulheres que apresentaram queixa policial depois de terem aceitado livremente no ato sexual. “Esteve três dias sem se lavar e só no terceiro dia foi apresentar queixa por violação” – diz um cozinheiro a trabalhar em Londres que depois de uma foda consentida foi acordado em casa pela polícia com uma queixa de violação que acabou por ser arquivada.

A legislação, acaba por definir o homem como culpado até prova em contrário, exactamente o contrário do que a Lei tem que ser e deve ser. As mulheres, acabam por ter na mão uma arma que agride os homens e que os leva a procurar o que é mais barato. Afinal, é mais barato ir ás putas do que tentar seduzir uma mulher que, pode até ser um uma história bonita de amor mas que morre antes de nascer, pelo medo.

Esta sociedade puritana, entende que um homem que segue o seu instinto animal é um criminoso, contraria a sensibilidade animal. Esta sociedade religiosa castra a liberdade sexual quando define que um homem que fode muitas mulheres é um galã e uma mulher que fode muitos homens é uma puta. A lembrar a castração sexual dos países africanos ou os países árabes que obriga as mulheres a estarem tapadas para não provocar a imaginação dos homens ou outros países que castram as mulheres pela mutilação.

Do outro lado da barricada, temos as profissões nas artes que ao longo dos anos têm protegido a homossexualidade como condição para ser artista.

- Se o seu chefe lhe disser que hoje está muito bonita, sente que tem espaço para apresentar queixa por assédio sexual?

- Claro que sim – responde uma funcionária em Londres de um dos maiores bancos de investimento do Mundo.

Por mim, sempre que encontrar uma mulher bonita, vou continuar a dizer-lho. Não porque tenha o desejo de ir para a cama com ela (ou mesmo que tenha) mas porque vou conservar a liberdade de ser homem e heterossexual. Serei detido e condenado?

O conceito animal vai continuar a imperar numa roleta de nunca sabermos quando o tambor do revolver nos vai devolver uma mulher que tira partido de uma legislação a todos os títulos injusta.

Na minha opinião, os homens devem manter o direito de assediar sexualmente uma mulher sempre que isso seja a sua vontade e as mulheres devem manter o direito de recusar esse assédio sempre que o entendam. Quando se trata da progressão na carreira, os direitos não têm sexo. Hetero e homosexuais, vão continuar a ser vítimas(?) deste género de atitude porque foder é bom?

Seremos presos e destruídos por sermos animais?

Manuel Gomes

Data: 21 Janeiro 2018

Apoio: Age Go Back 

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

Faixa publicitária

Page Peel Banner

Tradutor

Portuguese English French German Italian Spanish
Faixa publicitária
Faixa publicitária

JoomCategories for JoomGallery