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Direito de resposta do jornalista

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Deixo aqui a resposta à tua mensagem.

Imagino que a reportagem publicada possa ter sido uma surpresa para ti e para muitas outras pessoas. Mesmo para alguns dos entrevistados.

Quando me deste a primeira entrevista em 2012, associei o que se diz pela Comunidade e fiquei a saber como de facto as coisas funcionavam. Não vi nisso motivo de reportagem.

A tua atitude comigo

no concurso das misses (onde a tua filha participou), deixou-me muitos amargos de boca. Fui mesmo acusado de ter recebido dinheiro de ti para “corromper” o resultado. Ambos sabemos que é mentira.

 

Quando estive em tua casa a desenhar um cartão-de-visita (de borla), fui por ti muito mal tratado. Esqueci o assunto. Nada disso me fez mexer os dedos.

Quando fui chamado por algumas das pessoas que estão mencionadas na reportagem ao longo de seis anos, tomei as minhas notas mas não avancei. Não vi nada em toda a matéria que fosse assunto do meu foro.

Quando ouvi pessoas agredidas por ti, tomei consciência de quem és. Entendi que eram acertos de contas de pessoas envolvidas. “Ele sabe a quem faz essas agressões” – diz o meu conselheiro para a segurança.

Quando recebi um cheque sem cobertura teu (que não menciono na reportagem), fiquei em muito maus lençóis pelo acordo que tinha feito com o Instituto Camões para o Dia do Pai. Passei ao lado. Falei contigo num restaurante português e se não fosses tu, o assunto teria ficado apenas entre nós. Na porta desse restaurante, fiz-te uma pergunta a que respondeste:

- Algum dia te enganei?

- Não – foi a resposta.

Quando estive em Réus (Espanha) e fiquei a saber das tuas actividades locais, mais uma vez passei ao lado. Tenho reportagens em carteira há mais de 10 anos e nem por isso tenho a garantia de que algum dia as publicarei.

O que me fez então mudar de ideias e avançar com a publicação?

Foi o dia em que vi a foto de uma criança toda pisada e que alegadamente terias sido tu o mandante dessa agressão. Fiquei incomodado mas mesmo assim, não tinha a confirmação. Esta acabaria por chegar através do Dúlio Alves (teu ex-guarda-costas) e nesse preciso instante, decidi que tarde ou cedo, esta reportagem seria publicada. Foi o momento crucial da minha decisão.

Tentei entrevistar-te uma última vez para que pudesses ter o contraditório da reportagem e poderes assim defender-te das acusações que te fazem todas as pessoas que entrevistei. Algumas, por medo decidiram não falar. Foram seis anos de união de provas e argumentos. Dias antes da publicação desta reportagem, aceitaste dar a entrevista que nunca deste por razões que desconheço.

Conhecedor destes episódios, tive que pensar ao longo de meses que ao publicar esta reportagem, a tua fúria se iria voltar para mim. Decidi que vale mais morrer de pé que viver de joelhos.

Naquele dia, foi aquela criança; amanhã, será outra. Agredir gente inocente, principalmente crianças, é superior ao que sou capaz de suportar e por isso a reportagem saiu. Quando a carta tem más notícias, a culpa não é do carteiro.

Antes de decidir publicar a reportagem, tomei as minhas precauções. Estou seguro que se alguma coisa acontecer comigo, as pessoas mencionadas na reportagem serão as primeiras a ser procuradas em toda a Europa. É por essa razão que sou membro do maior sindicato de jornalistas do Mundo e acredita Quim, que os jornalistas e a polícia têm uma relação muito próxima. Não são colaboradores mas são, em muitos casos, cúmplices e trabalham muitas vezes juntos sem terem que o anunciar. Muitas reportagens acabam por ser objecto do trabalho da justiça devido ao trabalho dos jornalistas. Eu tenho alguns desses casos.

Quando afirmas que no Reino Unido agredir um “disabled” é igual a agredir uma mulher, tens razão. Acrescenta a isso as agressões a polícias, juízes ou jornalistas e outros.

Vou seguir a minha vida normalmente na certeza absoluta que estou sujeito a situações pouco simpáticas dado o teu histórico. Tomei o cuidado de garantir que se tal acontecer, o meu depoimento fique redigido e protegido e as autoridades saibam com quem falar em toda a Europa.

No artigo, não menciono a reunião com um agente da Scotland Yard numa esplanada em Cannary Warf. Da mesma forma, a Embaixada de Portugal está informada do andamento de todo este processo.

Estou pronto para morrer em qualquer momento desde o dia em que nasci mas não estou pronto para viver a ver crianças agredidas e com o rosto negro por razões que esta desconhece e sem qualquer culpa formada. Nem que tivesse culpa.

Isso é contrário ao homem que defende valores cristãos como parece ser o teu caso que és avô de um bebé que certamente não desejas lhe aconteça aos 12 anos (nem nunca), o mesmo que aconteceu a esta criança que foi alegadamente mandada agredir por ti.

Por esta razão, decidi enterrar o medo no meio das estrelas e publicar a reportagem. Já as páginas estavam na impressora à espera da minha ordem para imprimir e eu demorei horas a decidir mandar avançar com a impressão. Pensei muitas vezes em substituir a reportagem porque tenho outras mas a imagem de uma criança com a cara toda pisada não mo permitiu.

Vou seguir a minha vida dentro da normalidade. Esta foi mais uma reportagem que está publicada e para mim encerrada. Se a quiseres manter aberta, será contigo. Há muitas mais matérias em arquivo que não foram publicadas por falta de espaço no jornal mas o link de todo o processo está nas mãos certas, não importa qual seja o futuro.

Não é por nos conhecermos que esqueço a dignidade da minha profissão. Se eu fosse polícia e o teu carro estivesse mal estacionado, terias a multa na mesma.

Eu estou pronto para as minhas consequências. Tu estás pronto para as tuas?

Alcino Francisco

 

Comentários  

 
0 #1 Hugo 11-04-2018 21:44
Muito bem dito. Se esse individuo pensa que esta acima da lei, tambem pensa que esta acima de outros. Gajos como esses nao fazem falta neste mundo. Pessoas falsas sao lixo humano. O destino dele ha muito ta tracado.
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