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Consulado de Portugal - A prova dos 9

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Para o muito que se fala e o tanto que se escreve sobre o Consulado Geral de Portugal, restava uma alternativa. Elaborar o comentário em forma de reportagem à moda do PaLOP News.
Um reporter da "casa" tinha o seu Bilhete de Identidade a caducar e decidimos ultrapassar o prazo. Depois da data vencida, estava na hora de começar a escrever este artigo.
A 24 de fevereiro, o reporter dirigiu-se ao Consulado Geral de Portugal em Londres e expôs o seu caso na portaria. "O Bilhete de Identidade tinha caducado em Dezembro e o reporter teria que estar em Portugal a 1 de maio".
O segurança entregou um papel com as instruções e reforço de forma verbal. Seria necessário enviar um e:mail a solicitar a marcação de uma data para que fosse tratar do assunto pessoalmente. No e:mail, o reporter deveria identificar-se e referir os seus contactos no Reino Unido.
No dia seguinte, 25 de fevereiro, o e:mail foi enviado com a explicação detalhada do assunto e em anexo o scan do Bilhete de Identidade já caducado.
A 8 de março, veio a resposta. Já não seria possível emitir novo Bilhete de Identidade uma vez que este foi substituido pelo CC (Cartão de Cidadão). A data agendada, 21 de abril, vinha acompanhada de um código que é obrigatório apresentar no dia da marcação agendada. Em nota, o e:mail sugere a possibilidade de poder tratar do documento de forma urgente pelo valor de..., £39.16. No anexo, a ficha de inscrição consular e as instruções sobre a documentação a apresentar.
O prazo estava curto para a viagem agendada. Decidimos optar pela emissão urgente mesmo que mais cara. Respondemos isso mesmo ao Consulado. Nos e:mail's que recebemos, nunca aparece o nome do funcionário que nos escreve que aparece identificado apenas pelas iniciais. De resto, como veremos, o Consulado Geral de Portugal em Londres parece ter o "vício" de não identificar os funcionários.
Perante a nossa vontade e urgência, foi agendada nova data para 11 de abril e atribuído novo código. Restava agora aguardar pela data e tirar a limpo tudo o que se tem dito e escrito sobre esta repartição consular.
No dia marcado, 11 de abril, o nosso reporter estava a tirar fotografias a dois quarteirões de distância do Consulado. Faltava uma hora para a hora marcada o que ainda deu tempo para um café no Starbucks ali ao lado.
Uma vez na entrada vericamos a confirmação do agendamento. Passamos a primeira barreira e passamos à sala de espera. A nossa missão era medir o ambiente.
Depois da portaria, passamos um guichet de recepção onde uma senhora atende através do vidro. A seguir, do lado contrário, o caixa que é onde se pagam as contas depois do atendimento. O funcionário, cujo nome não conseguimos apurar, atendia cada pessoa com um sorriso e boa disposição. Não se notava que houvesse uma pesada carga fiscal que surpreendeu estes trabalhadores no início deste ano.
Em duas paredes, os LCD's davam conta da ordem de chamada pelo numero de código. Por baixo, uma placa anuncia que o equipamento foi oferta do Banco BPI. O reporter pensa que sem o BPI, talvez a chamada fosse feita de megafone.
Uma hora de espera depois, o numero do reporter "canta" no painel. Procuramos o andar correspondente numa tabela de papel colada na parede já gasto pelo tempo. Apanhamos o elevador e subimos ao segundo andar onde cinco funcionários despacham serviço e atendem os chamados. Um dos funcionários chama a atenção do reporter. A maioria dos colegas recorre a ele para tirar dúvidas e ele por sua vez não pára. Entra num gabinete, senta, dá um papel para uma senhora assinar, sai a correr e socorre um colega. Depois outro. Passa pela fotocopiadora e regressa ao gabinete a tempo de continuar o atendimento à senhora que lá tinha deixado com uma criança. Um colega abre a porta do gabinete e faz uma pergunta, recolhe a resposta e dá lugar a outro que vai fazer a mesma coisa. O sistema informático está de rastos a pedir..., outro. Ao contrário daquilo que seria de esperar, nenhum funcionário está identificado conferme é suposto que lhes seja exigido.
Um cidadão chega acompanhado de um suposto funcionário (não está identificado) e passa à frente de toda a gente. O resporter não gostou mas não disse nada. Os vícios da função pública em Portugal presentes no seu Consulado. Not big deal.
O "acelera" entrou no gabinete e foi despachado em dois minutos. Estão perdoados.
Por sorte ou por azar, o reporter é chamado ao gabinete pelo numero de série.
Apanhada a cadeira, vai de despachar a papelada mencionada nos e:mail's anteriores.
- Como se chama? pergunta o reporter.
- António.
- Há quanto tempo está cá?
- Cerca de 20 anos.
- E no Consulado?
- 12
No intervalo das perguntas e respostas, o António vai dando instruções:
- Ponha-se em frente da máquina e olhe para o óculo; ponha os dedos indicadores nesses vidros da máquina; faça a sua assinatura nesse papel.
O reporter, cumpre religiosamente as instruções e tem que repetir a assinatura quatro vezes. O António não se incomoda. Anula, recomeça. Ainda assim, tivemos pelo menos três interrupções de colegas que assomam na porta à procura de respostas. A assinatura é feita de forma digital; uma esferográfica que não escreve a tinta.
Até aqui, não tinhamos encontrado nada que pudesse ser apontado pela negativa e mesmo a "ultrapassagem" do cidadão anterior não estava a fazer mossa na nossa análise surpreendentemente positiva.
Procuravamos as razões de tanto falatório sobre o Consulado e não havia nada a justificar o desdém dado pelos portugueses ao seu Consulado em Londres. O atendimento que tivemos e aquele que observamos estava ao nível da excelência.
Antes de terminar perguntamos:
- Onde posso pedir o livro de reclamações?
- No guichet de entrada no rés-do-chão - disse-nos o António. De resto, a pergunta já tinha sido feita assim que entramos na portaria e a resposta do António correspondia áquela que nos foi dada pelo segurança.
Terminada a assinatura, restava descer para pagar na caixa. Voltamos à sala de espera à espera que o LCD do BPI nos desse ordens de aproximação ao guichet do caixa onde o funcionário continuava solicito a atender todas as questões e a colaborar com quem assomava a cabeça aos buracos do vidro.
Para finalizar o nosso teste, falta a a prova de fogo. Enquanto esperamos pela ordem de pagamento, voltamos ao guichet da entrada que fica a seguir à portaria.
- Faça o favor - disse a funcionária.
- Pretendo o livro de reclamações por favor.
Neste momento, havia duas propostas para decidir apenas uma. Se dessem o livro de reclamações ao reporter, o que faria ele? "Talvez aproveitar o livro de reclamações para elogiar o quadro de pessoal que ali trabalha já que nada havia a apontar. Dizer bem também faz parte. Talvez agradecer e devolver o livro sem qualquer registo".
Em todo o caso, nada disso haveria de acontecer. Tinha-se rompido o "verniz" do Consulado Geral de Portugal.
- O que pretende reclamar? - pergunta-nos a funcionária que segundo apuramos se chama Milene.
- Eu escrevo no livro o que pretendo reclamar - respondeu o reporter.
- Escreva neste papel o que pretende - disse-nos a funcionária enquanto estendia um papel sem qualquer numero de registo
- Quando o cidadão lhe pede o Livro de Reclamações a senhora tem que o dar sem fazer perguntas - atira o reporter.
- O Livro de Reclamações não está aqui.
- O Livro de Reclamações tem que estar visível ao público bem como afixada a informação da sua existência.
O atendimento da funcionária estava a degradar a relação entre o cidadão e a instituição.
- Onde está então o Livro? - perguntamos.
- No gabinete do Senhor Cônsul - respondeu
- Mas devia estar aqui.
- Diga por favor qual o assunto que pretende reclamar.
- Sou jornalista e não tenho nada para reclamar. Só pretendo saber se tenho ou não acesso ao Livro de Reclamações. Agora, já sei o que vou escrever e já não quero o livro.
Faltava ainda pagar a conta e voltamos à sala de espera onde aguardavamos o nosso numero no LCD.., do BPI.
Estavamos quase a conseguir pagar quando o reporter foi surpreendido em flagrante. Ao espaço, chega o próprio Cônsul Geral de Portugal Macedo de Leão a fazer uma visita guiada ao Ex Secretário de Estado e deputado do PSD eleito pela imigração Carlos Gonçalves.
Passamos aos cumprimentos. Estava na hora de encerrar este trabalho.
Se não tinhamos nenhuma reclamação para fazer, agora temos uma:
"Não nos deram o Livro de Reclamações conforme a Lei determina" independentemente de aceitarmos que seja sempre conveniente haver uma conversa prévia entre um responsável e o reclamente mas que essa conversa possa acontecer com o Livro de Reclamações à vista do cidadão.

PN 12 Abril 2011
 

Comentários  

 
0 #13 juliano da costa nev 19-12-2015 12:01
Quero requisicao do meu Bi , por isso quero agendar uma visita no consulado e presciso que me respondeu.
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0 #12 Nuno 07-11-2013 20:02
Very sory Beed service no consulado
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-1 #11 SANDRA MADUREIRA 01-11-2013 18:52
EU ACHO UMA ESTUPIDES PORQUE EU E O MEU MARRYDO
FOMOS HOJE AO CONSOLADO E MADARAO_NOS EMBORA
E DISSERAO QUE AGORA OS APOTAMENTOS E SO PELA SAIT NOS TIVEMOS O DIA TODO DEPOIS DE SAIR DE LA E NAO CONSEGUIMOS ENTRAR DIGAO_ME LA AGORA O QUE FAZER??? AGUARDO RESPOSTA QUE BRICADEIRA E ESTA ESTOU FARTA DE ESCREVER O CODIGO SE NAO ASETA O PROBLEMA NAO E MEU
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+1 #10 joaquim do povo 01-05-2012 16:39
Cara Senhora Susana, deve fazer: deve-se registar na internet, e depois ir ao consulado, para lhe dizerem para se registrar na internet, depois regista-se na internet e vi ao consulado para lhe dizerem para se registrar na internet... enfim. Este 'e o servico que temos, mas em contrapartida parece que ha uns bons jantares, para apreciar o bom trabalho de quem organiza estes registos e apresentacoes no consulado, leia o palop news tem fotos e tudo. Esta aqui tudo, a nao ser, quando nos censuram, ate agora nao tenho razao de queixa deixa ver se esta 'a a primeira. Cumprimentos e boa sorte. bem hajam portugas dependentes de consulados e afins...
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-1 #9 joaquim do povo 01-05-2012 10:22
Citando atrasado:
Escola- as jornalistas sao portugas? ou palops? nao se entende o portugues de camoes?nada melhor que o consulado?so prova o tipo de jornalistas que sao!!

Este comentario "Sr. Atrasado" nao tem conteudo, nao faz sequer sentido, mesmo sem acentuacao gramatical portuguesa no meu teclado e presumo que no seu tb nao tem, nao se percebe este seu comentario, seja mais explicito por favor, se conseguir. Sr. Atrasado.
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+1 #8 atrasado 24-03-2012 22:06
Escola- as jornalistas sao portugas? ou palops? nao se entende o portugues de camoes?nada melhor que o consulado?so prova o tipo de jornalistas que sao!!
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+2 #7 Filipe Oliveira 20-02-2012 11:30
Pior e ainda situacao de cidadoes com mobilidade reduzida, como eu! Tenho io meu BI caducado e o passaporte a caducar daqui a um ano.
O consulado foi notificado e ignora o facto de de disabilidade fisica e enfiao a treta da maquina portatil de recolher dados (Que maguina e esta???) (pena que nao tenho meios finaceiros para pagar um advogado) o consulado e estres trabalhadores que nao estao interressados a servir, proteger os cidadoes Portuguese que a eles se dirigem...
Filhos de uma grande pu.....
Como tal nao tenho niguem para me carregar para que eu tenha accesso ao consulado e o consulado estao-se a borrifar. Podem apostar que eu vou requerer esse livro de reclamacoes.
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+2 #6 pedro santos 17-02-2012 11:00
ola palop.
Acabei de comprovar o porque de tanta reolta com o consulado de Portugal.
Pois vivi hoje uma situacao muito desagradel depois de muito s e-mail enviados la consegui uma marcacao para efectuar o registo do meu filho que nasceu em dezembro, as 8:20 la estava e com todos os decumentos nessecarios como a minha esposa nao se podia diregir la ate levei a procuracao feita por ela e assinada para comprovacao com o decumento de identificacao, mesmo assim a funcionaria com sua atitude malcriada e nada flexivel nem quis ver, simplesmente disse a lei diz que teem de estar anbos aqui por isso nova marcacao tera de ser efectuada. Eu ainda tentei explicar que nessecito viajar mas men isso ela quis saber, e uma atitude muito ma para conosco portugueses imigrantes, este servico e pessimo e de evitar ao maximo mas infelismente nessecitamos dele e as pessoas que la trabalhar tiram vantagem disso .
sinto-me DESCONSULADO .
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+3 #5 Susana Silva 21-06-2011 20:23
Em relação a este assunto, também tenho algo a dizer.
um destes dias fui até ao Consolado de Portugal, pois ainda não me encontro registada nem recenseada. Após consulta oa site do consolado, verifiquei que tinha de me dirigir ao local para tratar deste assunto, que nem precisa de marcação. Ora bem, enganei-me redondamente... Estava uma fila daquelas à porta do Consolado para levantar o cartão do cidadão e eu que já me encontrava na porta decidi fazer uma pergunta:
"Boa tarde, desculpe incomodar, mas para me registar e recensear, tenho de aguardar nesta fila ou é outro serviço e não aguardo aqui?
Resposta do Funcionário: "Registar para quê?"
Minha resposta: "para ficar registada"
Funcionário: "Olhe, vá p'a Internet".
Bom, a internet afirma que o registo que lá faço é provisório e que tenho de me dirigir ao Consolado.
Ufa, que canseira, pois fico sem saber o que fazer na mesma, às tantas, não faço é nada...
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-2 #4 Alcino G. Francisco 21-06-2011 18:38
Ola Karla. Estamos a trabalhar o Take Two deste trabalho.
Obrigado pelo seu comentario.
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