A família, a freguesia ou condado, o concelho ou distrito, tal como a religião e o desporto, são formas de agrupar as pessoas. Tal como as associações.
A diferença legislativa entre o Reino Unido e os países lusófonos em matéria associativa potenciam interpretações diversas quase sempre inválidas quando não apuradas por especialistas.
Em Inglaterra, bastam três pessoas para registar uma estrutura associativa e aspirar a ser "charity". Puro erro.
Depois, basta correr ao Consulado e registar esse
mecanismo pronto. "Voilá uma associação." Erro em dose reforçada.
Na verdade, o sistema britânico tem exigências diversas das restantes e Marino Rodrigues descobriu isso mesmo ao decidir abrir em Londres um escritório além-fronteiras da associação portuguesa QD (Quinta Dimensão).
Porém, só recentemente soube que a associação de que diz ser Presidente da Direção em Portugal foi extinta. O PaLOP News confirma ter em seu poder documentos que mostram a extinção da associação seja em forma de ata ou de declaração dos organismos nacionais.
Marino Rodrigues entrevistado em Londres, atira as responsabilidades para cima de um casamento acabado durante o qual o próprio e a mulher foram fundadores da QD. Em Londres, Marino Rodrigues tem sido visto a participar em diversos movimentos cívicos a divulgar a sua comunicação na internet num passado revestido de fotografias em que Marino Rodrigues era bastante mais jovem.
Nos últimos anos, não foi possível apurar qualquer movimento por parte da QD exceptuando a que se conhece em Londres.
Pelo meio, uma subtileza do nosso entrevistado que nos aguçou a vontade de escrever este trabalho. A promessa de um encontro em Tribunal Britânico. Subimos a parada e publicamos. Os nossos leitores valem bem o esforço.
Questionamos Marino Rodrigues sobre a actividade e as iniciativas da QD em Londres. "Várias" começa por dizer o nosso entrevistado mas quando confrontado, desde que chegou em 2004, Marino Rodrigues, gastou esses seis anos para registar a "empresa" na Companies House. Confrontado com a escassez de actividade, Marino Rodrigues diz que ninguém tem o direito de "medir a velocidade das empresas e sobre isso não adianto mais nada" - refere.
Para além da constituição da estrutura, a QD em Londres criou o seu prórpio board. Marino Rodrigues e um contabilista.
Durante a entrevista, Marino Rodrigues assume que sabe que a QD em Portugal foi extinta mas o seu discurso no início da entrevista faz crer no contrário.
Questionado sobre o volume de associados, Marino Rodrigues deixa cair uma verdadeira pérola. "A base de estrutura da associação (QD) não é o associativismo". As interpretações diversas, deixam que se possa constituir uma associação, diga-se, sem que a estrutura de base seja o associativismo.
Marino Rodrigues, explica que "enquanto em Portugal o alvo eram as empresas, no Reino Unido o alvo é fundamentalmente o cofre público" para onde todos os esforços estão a ser canalizados.
O universo de Língua Portuguesa no Reino Unido, tem no seu espectro associativo uma das maiores fracturas cívicas e as associações que se dirigem ao público nem sempre dignificam a vertente associativa. O caso da Quinta Dimensão, vai mesmo ao ponto de referir que a base associativa não é a questão central o que leva a uma questão sem resposta.
Se não é em favor da vertente associativa, é então a favor de quem?
Marino Rodrigues define e sua ação como "de apoio aos países lusósfonos nomedamente em África" mas não revela qualquer actividade nos ultimos seis anos nesse ou noutro qualquer sentido.
Tratando-se de uma associação que não visa o associativismo, a QD é uma estrutura que não tem qualquer passivo na sua actividade no Reino Unido desde a sua fundação o que levanta dúvidas sobre a sua função.
Mesmo tendo sabido recentemente que a QD foi extinta em Portugal, Marino Rodrigues apresenta o seu discurso afirmando que em Londres "criou o escritório além fronteiras da QD". O que realmente importa na matéria, é o facto de se ter aberto um escritório de representação em Londres que representa uma estrutura associativa que já não existe em Portugal.
Marino Rodrigues, afirma que a "extinção da QD em Portugal não pode ter sido executada pela falta do voto do Presidente da Direção", neste caso, o próprio Marino Rodrigues.
O co-fundador da QD em Portugal, foi ainda confrontado com um auto de apreensão da polícia portuguesa que surpreendeu Marino Rodrigues no aeroporto de Lisboa com documentação que não lhe pertencia nomeadamente livros de recibos, facturas, registos contabilísticos e escritos diversos. "Tudo falso" diz Marino Rodrigues que é natural de Moçambique e diz tratarem-se de "documentos forjados" aqueles que estão em poder do PaLOP News.
"Tudo está exposto em Tribunal" diz o nosso entrevistado que afirma já ter ganho uma causa no Tribunal de Loures (Portugal) e que tem outro a correr no Tribunal de Vila Franca de Xira.
O PaLOP News, apurou porém que os processos em tribunal são referentes a um processo de divórcio e não referentes ao movimento associativo Quinta Dimensão.
Sobre as acusações de plágio, Marino Rodrigues afirma-se como o autor dos livros publicados acontecendo o mesmo em documento de outro membro co-fundador da QD. Se não foi possível apurar qual dos co-fundadores é o autor, é seguro que um dos dois está a mentir.
Marino Rodrigues, é ainda acusado de ter furtado partes de um diário de um terceiro elemento e confirma-se que Marino Rodrigues enviou ao PaLOP News tranches desse mesmo diário que pertence a um cidadão norte americano a residir em Portugal e recentemente envolvido no movimento associativo missionário.
"Tudo está a ser processado em Tribunal" diz Marino Rodrigues que aguarda o desenvolvimento na justiça sem contudo mencionar outros processos que não sejam os do Tribunal de Família.
Marino Rodrigues procura um ambiente de "trust" para se candidatar aos fundos públicos britânicos. Esta dificuldade acrescida, é a forma que os ingleses têm de regulamentar a vida associativa e é com detalhes destes que por vezes os imigrantes não contam na fundação das suas associações. O legislador britânico não deixou a Lei por escrever numa das nações do Mundo que mais investe na "caridade".
"Em Portugal a QD tinha o seu financiamento nos empresários. Em UK o capital público e as fundações são o alvo preferencial."
Numa procura pelas aberturas que a legislação britânica possa anunciar, Marino Rodrigues recusa aceitar que a QD possa ter reunido e decidido sem a sua presença invocando que a "decisão não pode ser legal uma vez que não houve convocatória". No entanto, as atas a que o PaLOP News teve acesso refere que foram "observadas todas as disposições legais" e a Assembleia Geral, mandata nessas atas quem possa cessar a actividade da associação QD.
Para a nossa fonte em Portugal e segundo uma das atas em poder do PaLOP News, Marino Rodrigues ausentou-se em 2003 para parte incerta o que é negado pelo próprio que afirma ter sido "em 2004" e que sabiam onde se encontrava.
Confrontado com as evidências, Marino Rodrigues questiona a capacidade de investigação do PaLOP News tendo mencionado que o assunto "não é para jornalistas mas sim para advogados". De novo confrontado com a nossa vontade em publicar sobre este assunto, o nosso entrevistado sugere que o trabalho do jornalista seja "um trabalho amador" e que o PaLOP News não vá "engolir qualquer coisa que um gato pingado lhe entregue".
Queremos tranquilizar Marino Rodrigues e os nossos leitores porque no PaLOP News não engolimos qualquer coisa que um gato pingado nos dê mas somos perfeitamente capazes de engolir documentos que têm origem em reputados organismos oficiais como a Fazenda Pública (Ministério das Finanças), a Polícia, o Registo Nacional de Pessoas Colectivas, o Registo de Notariado entre outros documentos em nosso poder.
O PaLOP News, deu a Marino Rodrigues a possibilidade de contestar e a resposta não poderia ter sido mais explícita. Marino Rodrigues vai processar judicialmente cada uma das instituições.
"Tudo está a ser feito para denegrir a imagem de Marino Rodrigues em Londres" diz o nosso entrevistado que afirma ter documentos que desmontam esta "cabala" mas que não os exibe por se encontrarem em segredo de justiça num processo de..., divórcio. Marino Rodrigues, afirma ainda ter em Portugal uma agência contratada para esclarecer toda esta questão.
Tudo o que PaLOP News possui são "difamações" fruto da inveja do êxito alcançado por Marino Rodrigues que não apresenta porém nenhuma actividade nos últimos seis anos em Londres além do já referido acima: o registo na Compannies House e cujo registo é de dezembro de 2008.
"Enquanto não forem reconhecidos por um Tribunal, os documentos são falsos" - diz Marino Rodrigues sobre o conjunto de documentos em poder do PaLOP News. De resto, "a pessoa que assina esses documentos foi expulsa da QD" - refere. Porém, Marino Rodrigues terá que convir que as entidades oficiais/governamentais que emitiram essas declarações nunca fizeram parte da QD por se tratarem de instituições oficiais. "Serão todas processadas" - refere o nosso entrevistado.
Sobre o Auto de Apreensão que a polícia portuguesa emitiu, Marino Rodrigues contrapõe que o divórcio ainda não está consumado razão pela qual "tudo o que pertence a Paula de Jesus (sua ex mulher e co fundadora da QD) lhe pertence também". Mais uma vez, a questão parece estar a ser mal interpretada já que os documentos que a polícia portuguesa apreendeu não são propriedade de um qualquer elemento da QD mas sim da própria associação. Logo, os documentos não podem ser propriedade de um elemento ou de um casamento.
Ao jornalista, Marino Rodrigues nega que os documentos apreendidos pela polícia estivessem a sair do país, no entanto, muda quando confrontado com o facto de a ocorrência ter tido lugar no aerporto de Lisboa quando se preparava para regressar a Londres.
"Eu estava desconhecedor da Lei e não me foram lidos os meus direitos - afirma Marino Rodrigues.
Em todo o caso, desconhecer a Lei não é desculpa e as razões para que lhe fossem lidos os direitos não elimina o facto de o líder associativo estar a usurpar documentação que não lhe pertencia.
Marino Rodrigues, padece de um discurso muito comum em estruturas associativas. É Presidente da Direção mas fala como dono e os movimentos associativos não têm outros proprietários que não a Assembleia Geral.
Segundo Marino Rodrigues, "a Assembleia Geral da QD nunca existiu" o que deixa o nosso entrevistado numa posição ainda mais difícil já que a não existir Assembleia Geral, Marino Rodrigues não poderia nunca ter sido eleito Presidente da Direção.
Ao terminar esta entrevista, Marino Rodrigues apela para a convocatória que segundo as suas palavras nunca existiu. "Todas essas pessoas me conhecem e eu não sei quem elas são" refere ao jornalista. O PaLOP News referiu três nomes que constam da matéria e o nosso entrevistado retorquiu que "todas as pessoas que assinaram as atas foram manipuladas e se falarem comigo frontalmente vão mudar o seu depoimento" refere Marino Rodrigues ao PaLOP News. Marino Rodrigues, acusa ainda o PaLOP News de se ter deixado manipular pela informação recebida, no entanto, quando a informação tem a chancela das entidades oficiais acima referidas, contamos que não haja manipulação. A ser verdade que os documentos são forjados, os seus autores incorrem em diversos processos de crime pela falsificação dos documentos.No resumo, fica uma associação em Portugal que foi extinta e outra que foi registada em Londres mas que nunca mexeu nos seus seis anos de existência.
O PaLOP News estará atento a novos desenvolvimentos para manter o seu público informado.
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