Por indicação de Isaac Bígio, líder da Aliança Ibero Americana, o cabo verdiano Osvaldo Gomes foi indicado e tomou posse como representante da Língua Portuguesa para estabelecer a ligação entre as diversas comunidades lusas com o Comité dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.
Através de Osvaldo Gomes, as comunidades de Língua Portuguesa iriam ter acesso à informação sobre as questões de voluntariado e oportunidades de emprego junto do Comité que pretende envolver todas as comunidades nas diversas iniciativas dos Jogos Olímpicos.
Durante um período de tempo, Osvaldo Gomes desempenhou
essas funções através de um trabalho de voluntariado que veio mais tarde a ser interrompido por via de um projecto profissional que teve o seu início com Carlos Monteiro, conhecida figura também de Cabo Verde a residir em Londres e actualmente a colaborar com a Revista Ponte, propriedade do médico Justino Monteiro, também figura conhecida da Comunidade Lusofona.
Ao abrigo do já citado projecto profissional, Osvaldo Gomes e Carlos Monteiro deslocaram-se a Portugal de onde apenas regeressou este ultimo tendo Osvaldo Gomes permanecido em Portugal.
Sem dar conhecimento ao Comité dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Osvaldo Gomes deixou a comunidade "orfã" de uma ligação junto do Comité Britânico que na ausência de informações e da recomendação de uma pessoa de substituição decidiu deixar a Língua Portuguesa fora do evento.
Os restantes países da CPLP, acabaram por encontrar outras soluções tendo o Brasil encontrado o seu caminho pela via da Aliança Ibero-Americana liderada por Issac Bígio e os países PALOP's através da integração no contexto do grupo Afro-Caribenho.
Portugal, fica assim o único país excluído desta dinâmica.
Contactado por e:mail pelo PaLOP News, Osvaldo Gomes revela que efectivamente se deslocou a Portugal para tratar de algumas "parcerias" com o seu projecto profissional tendo recebido "uma boa proposta de trabalho" que não recusou "sem pensar duas vezes".
Osvaldo Gomes, adianta ainda que o Comité Olímpico não reconheceu o seu trabalho alegando que "apenas um dia de trabalho era insuficiente para as responsabiliaddes que tinha perante a Comunidade". Osvaldo Gomes, alega ainda que tentou "entrar em contacto com a pessoa responsavel junto do Comité dos Jogos Olímpicos para comunicar a sua demissão mas que tal não foi possível devido ao facto de este responsável se encontrar de férias". A verdade porém é que se passaram vários meses sem que Osvaldo Gomes tenha confirmado a informação junto da estrutura dos Jogos Olímpicos.
Para todos os efeitos, a maior e mais antiga comunidade de Língua Portuguesa no Reino Unido é a única que está excluída da dinâmica dos Jogos uma vez que o abandono de Osvaldo Gomes não deixou oportunidade a que outra pessoa pudesse desempenhar o cargo após a sua ida para Portugal.
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Comentários
NR - O cargo nos jogos olímpicos de Osvaldo Gomes não era remunerado. Tratava-se sim de uma boa oportunidade para toda a comunidade de Língua portuguesa em Londres estimada em cerca de um milhão de pessoas.
Esta notícia não altera em função do comentário que não acrescenta nada de novo. Ao contrário, confirma a informação do PaLOP News.
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