Fruto de dicidências do Movimento Alianza Ibero-Americana dirigido pelo peruano Isaac Bígio, um grupo de lusofonos não identificados ameaça fazer nascer a Aliança Lusofona a integrar todos os oito países de Língua Portuguesa a residir no Reino Unido, com especial incidência em Londres onde ambos os movimentos estão embrionáriamente "sediados".
Estudos revelam que as comunidades de línguas Portuguesa e Espanhola no Reino Unido, são a maior comunidade não Commonwealth em todo o País. Contudo, divergências de diversa ordem têm afastado os integrantes do movimento nas duas vertentes.
Ambas as estruturas, não revelam qualquer tipo de representatividade cívica ou associativa, não divulgando o volume de pessoas que representam.
O PaLOP News apurou porém que diversas personalidades têm intenção de participar no encontro que Isaac Bígio organizou com o
Mayor de Londres, Boris Johnson para apresentar projectos divergentes do organizador. Esta manobra de "Cavalo de Tróia", pretende levar ás mãos do político inglês informações de que a própria diplomacia lusofona se manterá afastada, conforme o PaLOP News apurou junto de diversas fontes que permanecem no anónimato até que a informação se torne oficial.
Segundo o PaLOP News apurou, o comentário de um embaixador lusófono em Londres terá sido "O que é isto?" quando confrontado com "orientações" sobre como proceder para favorecer um dos movimentos lusofonos embrionários em Londres.
Um destacado líder associativo lusofono, revelou ao PaLOP News que "os lusofonos estão a querer arrumar outras casas sem ter a sua própria casa arrumada" numa clara alusão ao facto de os movimentos cívicos em português no Reino Unido não terem qualquer representatividade eleitoral.
O PaLOP News tenteu averiguar dos movimentos integrantes de ambas as línguas e não foi possível verificar qualquer tipo de colectividade tendo como resultado que a generalidade dos líderes destes movimentos não têm suporte humano para as estruturas que dizem representar. Na maioria das "associações" não foi possível detectar mais que um "associado" e mesmo em outras foi apenas possível observar um reduzido "board"(Direcção).
A excepção, vai para as associações de raíz africana que demonstram um maior pendor associativo quando comparados com os cidadãos brasileiros ou portugueses integrantes deste movimento. As associações reconhecidas na diplomacia dos diversos países, estão ausentes destas movimentações.
As diferenças legislativas inglesas comparadas com o "copy/paste" da Constituição da República de cada uma das oito nações, parece estar no cerne da confusão instalada que contudo não chega ás populações, não se tendo registado qualquer tipo de movimento popular.
Em declarações ao PaLOP News, Isaac Bígio diz não fazer sentido "que haja separação entre os dois movimentos" enquanto para o brasileiro Alvaro Piton, "existe uma descriminação abusiva para com os luso-falantes por parte dos "spanish speakers" do movimento apontando isto como a principal razão para a criação de um movimento lusofono.
O PaLOP News apurou entretanto que no meio do movimento lusofono crescem as contestações internas não tendo sido possível apurar em que pontos existe convergência à excepção de ser possível aproveitar o trabalho do peruano para fazer chegar diferentes opiniões e sugestões que terão o merecido tratamento político.
A desunião parece ser o ponto comum entre as diversas frentes analisadas.
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Comentários
Esta seria a estratégia louvável. Mas criar-se mais uma outra Federação/Aliança, só iria fragmentar e enfraquecer os lusófonos. Talvez, por uma questão de sobrepor os interesses comunitários e de uma causa nobre aos interesses pessoais, que se sugira que a Federação e a Aliança Lusófona, ambas embrionárias e reclamando o direito de representar os lusófonos se unam e partilhem a presidência transitória do novo corpo Federação/Aliança Lusófona. E que o novo corpo passe a exigir a representativid ade na Aliança Ibero-Americana, ao mesmo tempo que esforços são envidados em facilitar uma representativid ade dos lusófonos junto as diversas instâncias políticas britânicas. Criando-se assim espaço próprio sem que se ande de boleias (ou caronas) da Aliança Ibero-Americana, que até pouco tem haver com os países africanos de língua oficial portuguesa.
Foi simplesmente uma opinião…
Alex da Costa
Director
Aliança das Comunidades Cívicas Angolanas (ACCA)
A meu ver e entender, seria produtivo juntar-mos esforços, energias e recursos (que já são escassos) e consolidar-se a posição da Federação e fazer que ela seja representativa, do mesmo modo que o Sr. Álvaro [censored]n exige da Aliança Ibero-Americana. Convocam-se todas as associações (que queiram participar claro), elege-se um corpo transitório e fazem-se eleições depois de um período que permitisse a associação livre à essa cuja Federação.
As representativid ades na Aliança Ibero-Americana ou outras instâncias semelhantes seriam coordenadas a partir dessa Federação que teria obrigatoriament e a representativid ade de todos os países lusófonos.
Simplesmente uma opinião…
Alex da Costa
Director
Aliança das Comunidades Cívicas Angolanas (ACCA)
Caro Alcino,
Há uma certa verdade, aliás pela análise que se pode fazer dos argumentos apresentados pelo Sr. Álvaro [censored]n, até há uma grande verdade nas suas inquietações e nas inquietações da maioria dos lusófonos que têm vindo a participar na Aliança Ibero-Americana que não se pode ignorar. O que pode não estar certo neste momento é que haja uma Federação Lusófona em embrião e passam-se a criar outras federações. Foi simplesmente uma opinião…
Alex da Costa
Director
Aliança das Comunidades Cívicas Angolanas (ACCA)
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