Foi aberta a porta do Centro Comunitário de Apoio à Lusofonia.
Para lá do espaço, dos fados que lá foram cantados, do ambiente de festa, do convívio e dos cumprimentos habituais neste género de circunstância, ficou um sentimento de perca que nem o fado sabe explicar.
A imprensa portuguesa esteve ausente numa clara demonstração de distração em relação áquilo que realmente importa. Presentes, algumas "bocas" que apenas têm denegrido o trabalho desenvolvido ao longo dos ultimos três anos e que marcaram presença apenas para testemunhar, rendidos, uma realidade
que nunca pensaram ser possível.
Seria de esperar mais. Mais gente, mais apoio, mais coragem para um evento que levou 40 anos a conseguir.
Notícia, é a ausência de jornais e revistas lusofonas editados em Londres quando até Paris esteve presente. Notícia, é a ausência de António Cunha que foi o ponto de viragem inicial que acabou num espaço que nas palavras da Mayor de Lambeth é "apenas um bébé que a Comunidade tem que fazer crescer".
Notícia, é a ausência de milhares, dezenas, centenas de milhares de luso-falantes que deveriam estar presentes e que simplesmente ignoraram a abertura de uma casa que foi criada em seu nome. Notícia, é a tristeza de sermos tantos e afinal sermos tão poucos.
Notícia, são os meios, são os presidentes das associações e das federações e das múltiplas organizações que dizem representar uma comunidade e que primaram pela ausência naquelas que são as paredes..., as primeiras paredes a falar português em toda a Londres.
Notícia, é a vergonha que temos das pessoas que têm vegonha de sermos nós. Vergonha, é sermos incapazes de dar a cara num momento em que tudo o que precisamos é de um rosto. Mas também temos vaidades.
Temos a vaidade de uma sessão de fados bem cantados. Temos a vaidade de uma placa que conta a nossa Língua e a história de todos nós. Temos a vaidade dos que estiveram presentes com a coragem de aplaudir porque os que não souberam aplaudir, não sabem como juntar nem as mãos nem as vontades.
Para quem tem a obrigação de escrever sem opinião, ficam apenas os desafios impossíveis porque não é possível estar do lado de lá e pertencer ao lado de cá.Ser imprensa é fácil. Ser cidadão também. Dificil é ser as duas coisas.
Além de António Cunha a puxar a aba dos casaco da Administração Política Local, para além de Lia Matos, Adelina Pereirada, José António Costa, a Ana Cristina e o Luis Ventura, fica a memória de um grupo de portugueses que nas ultimas eleições autárquicas em Londres, prestou apoio ao Partido Labour na companhia de Paulo Pisco, deputado eleito pela imigração. Dessa reunião, está fresca a pergunta de Steeve Reed e Alex Bigham do Lambeth Council aos portugueses presentes:
- O que querem vocês em troca?
- Um espaço, com uma placa com o nome da nossa comunidade e a chave da porta.
O Partido Labour de Lambeth, cumpriu a promessa e os lusofonos descobriram uma nova razão para uma nova negociação e um novo voto no Partido do Labour em Lambeth ou em Londres.
As "bocas de lavagem" podem agora fazer silêncio.
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Comentários
e nada mais! Eu e mais pessoas fomos atrevidos e comparecemos no local de surpresa! Porquê os convites não foram enviados não sepode explicar! No entanto, lá estavam pessoas que nem ao diabo interessam! Apenas têm causado divisões, tropeços e escândalos, mas enquanto os cães ladrama caravana passa! Parabéns áqueles homens e mulheres de fibra que tiveram a coragem de ultrapassar o "CABO DAS TORMENTAS" para o "CABO DA BOA ESPERÂNÇA!", onde todos pudemos unir fileiras, e estar de olhos bem abertos nas trincheiras, defendendo os interesses da LUSÓFONIA, porquanto os parasitas não vão abdicar das suas traições! Podemos estar certos de que a LUTA vai continuar e todos não seremos demais para levar avante este esmerado trabalho que é apenas um início que tapa a boca dos tagarelas!
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